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Entrevista: Giorgio Terenziani E-mail
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Escrito por Giovanni Sena   
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Giovanni Sena bateu um super papo com o baixista Giorgio Terenziani. Confira


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ENTREVISTA COM GIORGIO TERENZIANI

É um prazer ter você aqui no site baixista.com.br Giorgio. Gostaria de começar perguntando quando você decidiu tocar baixo?

GT:
Muito obrigado. Estou feliz por estar dando essa entrevista. Quando eu comecei a tocar baixo? É uma história engraçada. Minha primeira apresentação foi em 4 de fevereiro de 1996. Eu comecei a tocar violão quando tinha 9 anos e quando cheguei aos 12 eu comprei minha primeira guitarra. Eu gostava de música mas tudo era só por diversão. Eu tocava em uma banda mas em 1995. Naquela época nós tinhamos uma importante apresentação. Nós éramos adolescentes e estavamos muito excitados. Mas nas vésperas do show o nosso baixista saiu da banda. Então eu decidi tocar o baixo só para aquela apresentação. Então foi assim que começou minha carreira de baixista. Quando toquei o baixo eu entendi que aquele era o meu instrumento. Daí eu comprei meu primeiro baixo e comecei a ter aulas. Dia após dia, shows após shows, aqui estou.


Então você teve uma formação musical?


GT:
Eu sempre estudei música. Técnica, harmonia, rítmo. Mas eu nunca estudei em uma escola especializada. Eu estudei guitarra aqui em Fabbrico (o lugar onde moro) e quando comecei a tocar baixo eu tive aulas particulares por dois anos. Depois eu decidi tirar ao máximo do meu professor pesquisando baixistas de funk, jazz, rock para entender como eles tocavam. Eu encontrei algumas respostas mas ao mesmo tempo eu tinha que estudar e praticar por mim mesmo para desenvolver a técnica que eu precisava. Eu tambem comecei estudando gravação caseira, psico-acústica e outros assuntos que julgo serem importantes para um músico moderno.

Giorgio, você é conhecido por sua incrível técnica. Você poderia nos dá alguns toques sobre o que um baixista tem que fazer para alcançar uma boa técnica.

GT:
Técnica é algo que você precisa traduzir sua idéia na usando a música. O baixo é o seu limite. Suas idéias e seus sentimentos são infinitos enquanto sua habilidade no instrumento tem limites. Para alcançar uma boa técnica você precisa praticar muito com um bom programa de estudo. Treinando apenas uma aspecto não funcionará. É importante fazer exercícios de escala, arpegios, usar o metronomo para auxilia-lo no tempo, aprender muitas músicas de ouvido (sem tablatura por favor!!!!), explorar diferentes técnicas, sons no seu baixo. No primeiro momento você tem que ser curioso por música e seu instrumento. Apesar de você ter que praticar muito, acho que o ouvido ainda é a peça chave. Se você tem um bom ouvido você consegue melhorar seus “grooves”, precisão, velocidade. Uma boa técnica sem um bom ouvido é como um super carro sem direção.


Fale para nós seu “set up” atual. O que você usa no palco e o que você usa pra gravar?

GT:
Meu “set up” é mínimo. Acho que o som tem que sair das suas mãos. Óbviamente que eu preciso de um mínimo de tecnologia pra assegurar se meu amplificador e o som de P.A. soe de uma forma satisfatória. Eu uso baixos “status”. E adoro meus dois baixos. Para gravar e para show eu prefiro o S1. O S1 é um baixo com um braço de graffitti. Eu amo seu timbre porque as notas são produzidas do mesmo volume e rápidas. Quando eu sei rápidas isso significa quando ataco a corda a resposta é muito rápida. Ao vivo eu uso uma cabeça Ampeg SVT3 PRO e um gabinete Ampeg 4x10(HLF). Eu gosto muito do som do Ampeg. Mas agora eu estou conversando com algumas fábricas para desenvolver um novo amplificador com as minhas especificações. Por enquanto é segredo. Eu tambem uso um zoom B2 para compressão, distorção e afinação. É pequeno e soa bem nos meus baixos. No estúdio eu toco com meus baixos, cabos monster e o meu Avalon 737SP. É importante dizer que não uso compressão quando estou gravando. Só uso um limiter para controlar a força da corda B.


Assistindo seus vídeos no “youtube” descobri que você tem uma vídeo-aula. Quais são os tópicos nesse DVD? E onde os brasileiros podem acha-la?


GT:
Até agora eu tenho 03 vídeo-aulas lançadas. “Suonare il Basso” – Como tocar rock é meu primeiro DVD. É voltado para iniciantes/intermediários e é só sobre técnica. Lá você encontrará, posição de mão, muitos exercícios para velocidade, força. Também tem um captulo pequeno sobre tapping e técnica de três dedos para mão direita. “Extreme Hard Rock Bass” é um livro de 100 páginas + DVD. É direcionado para avançados. É sobre a forma de como penso e toco meu baixo. Lá tem muita teoria, solfegio e muita técnica. É a forma como toco mostrada no livro. E, “Bassista Autodidatta”, é voltado totalmente para o iniciante. Talvez este seja o mais importante dos meus vídeos. E fico muito orgulhoso de terem me pedido pra fazer, produzir e supervisar esta nova edição. O grande problema é que esses 03 vídeos são italianos. Nós recebemos muitos pedidos especialmente dos Estados Unidos para traduzi-los para o inglês. Pelo menos o “Extreme Hard Rock Bass” está sendo distribuido pela minha marca para esse mercado, sem tradução, desculpa. É possível encontra-los em algumas lojas virtuais, mas é preciso saber se eles enviam o material para o país de destino. Se alguem mais precisar de mais informações é só escrever para meu e-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo . Saiba que terei o prazer em responder à todos.


Onde você nasceu na Itália? Você pode descrever como é a cena múscal lá? Como você vê a cena musica em termos de trabalho?


GT:
Eu nasci em Correggio e moro em Fabbrico. Uma pequena cidade de 6000 habitantes no norte da Itália. Eu estou há 80 km de Bologna e 180 km de Milão. A cena musical é muito ativa. Tem escolas, lugares onde você pode tocar com sua banda. Muitos shows de Metal, Jazz, Pop. A cena musical é muito envolvente e está em constante mudança. Eu acho que eu vivo em um dos melhores locais para música na Itália. Talvez vivendo numa pequena cidade poderia haver problemas mas eu amo o lugar onde vivo. Sendo um músico profissional as vezes é difícil porque você é seu chefe e você começa a pensar sobre música como uma fábrica. Eu acho que tenho sorte, pois sou orgulhoso a vida que escolhi, eu posso tocar a música que gosto, eu dou muitas aulas e tenho bons alunos que amam música e praticam muito. Estou aumentando meu estúdio e adoro trabalhar com projetos de outras pessoas. Para ser profissional você teme encontrar seu caminho ou tocar diferentes estilos e se tornar muito versátil. Ah, temos que nos manter atualizados sobre a música mundial tambem. Praticar e toca-las.
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Você tem algum projeto que queira divulgar?


GT: 
Não é um projeto. É minha banda. Eu faço muitas coisas, mas a mais importante é a Killing Touch. Nosso primeiro album foi lançado no final de abril de 2009. Nós tocamos mais de 300 shows até Janeiro então nós decidimos continuar a turnê e tocaremos até o final de abril. Nós temos shows no verão. Para se manter atualizados sobre os meus projetos musicais vocês podem visitar meu “site” e meu “myspace”: www.giorgioterenziani.com – www.myspace.com/giorgioterenzianijt .


Você pratica todo dia? Se sim você poderia descrever em detalhes como você faz? Se não, com que frequencia você estuda?


GT:
Eu sempre penso em música, mas eu não pratico todo dia. Agora eu estou tocando durante os shows, eu escrevo, eu toco e pratico com os meus alunos durante as aulas. Eu estou estudando violão e passo muito tempo no meu estúdio trabalhando em diferentes projetos. Mas é raro eu praticar sozinho. Eu sempre tento fazer música de minhas idéias. Então eu incluo técnica de uma forma teorica. Por exemplo; se eu encontro um padrão que eu acho que soa bem para os meus ouvidos eu procedo da seguinte forma:

- toco o padrão em diferentes escalas: maior, menor, menor harmonica.
- toco o padrão em diferentes modos
- penso sobre os acordes que você pode tocar ritmicamente para esse padrão
- uso arpegios desses acordes e coloco antes, entre e depois desse padrão
- toco o padrão usando diferentes células rítmicas: colcheias, quialteras, em bpm rápido e lento
- se é um padrão de solo tento usar as mesmas notas para criar um “groove”.
- uso todas as técnica que sei para fazer o mesmo padrão: “tapping”, “legato”, “slap” etc.

Essas são as formas que pratico. É longo, pode ser difícil e chato mas quando se sentir confortável com essa forma de pensar tudo que está a sua volta são instrumentos para você poder fazer a SUA música.

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Sabemos que você é um baixista de rock. E os outros tipos de música? Você sabe algo sobre a música do Brasil?


GT:
Eu amo música. Não importa o país ou o instrumento. Eu acho que há muitas influencias na música moderna que é normal você encontrar padrões de samba numa música de Metal. Eu sou um baixista de rock porque eu ser eu mesmo. Nesse exato momento estou terminando um CD de fusion com um dos mais importantes guitarristas de fusion da Itália. Eu tento encontrar inspiração de outros músicos de todos os estilos musicais, como: Rock, Hard Rock, Prog and Power metal que são meus primeiros amores. Mas no meu iPod você vai encontrar tudo, de Christina Aguilera até Earth Wind and Fire. De Dimmu Borgir até Beethoven passando por Keith Jarret, Dave Matthews Band ou Alter Bridge. Eu estudei e tento aplicar alguns padrões rítmicos e progressões de acordes de Samba e Rumba. Para músicos europeus com costume de tocar em 4, toquem padrões em 5. É difícil mas é tambem muito charmoso de tocar.

Agradeço demais Giorgio por sua participação. Agora é seu momento final, por favor deixe uma mensagem para os visitantes de baixista.com.br.

GT:
Muito obrigado. É uma honra pra mim. Espero que todos os leitores encontrem idéias para praticar e fazer música de uma forma melhor usando seus baixos. O que devo dizer: “Buona Musica a tutti e …MANTENHAM CONTATO!  

 

 

Giovanni Sena - Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Baixista profissional e colaborador 
www.baixista.com.br

 

 face_giovanni_sena + Sobre Giovanni Senna
Baixista desde: 1991
Primeiro Baixo: Não tinha marca
Baixos Atuais:  Warwick LX Streamer 5 cordas, Music Man Stingray 4 cordas, Jazz Bass Squier by Fender.
Formação musical:
Formado em licenciatura em Música pela Universidade de Brasília. Formado em baixo elétrico pela Escola de Música de Brasília.
Favoritos: Arthur Maia, Luizão Maia, Sizão Machado, Jamil Joanes, Thiago do Espírito Santo, Steve Wonder, Miquéias dos Santos, Nélio Costa, Aroldo Araújo, Sergio Groove, Primata, Oswaldo Amorim, Ximba Uchiama, etc
Bandas: Trio MP4, Dr. Scotch, Miss Voiss
Localização: Brasília/DF
Myspace: www.myspace.com/giovannisenabass


Importante: O Baixista.com.br é um veículo livre. O conteúdo dessa coluna não reflete obrigatoriamente a opinião do site como um todo. Sendo de total responsabilidade dos respectivos colunistas as opiniões, informações e dicas aqui publicadas.

 

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