Aula 6 - criando
linhas de baixo
Blues
E aí baixistas, vamos dar continuidade ao trabalho, com força total nos
estudos. Nessa coluna vamos abordar o assunto blues, que tem muitas
características peculiares e é um ótimo estudo para criar linhas de baixo,
improvisar etc.
Antes de tudo quero deixar claro que o blues não é somente um gênero
musical, mas é principalmente uma forma musical de 12 compassos que se repetem
ciclicamente. O blues surgiu no inicio do século XX, a partir de escravos negros norte americanos, que cantavam com intuito religioso, Com base nos Spirituals
e cantos de trabalho, o blues gerou duas grandes vertentes musicais, o rhythm
and blues que é muito próximo ao boogie woogie e ao inicio do rock. E o bebop blues,
que é o blues incorporado ao jazz.
De inicio vale a pena conhecer a forma basica e suas principais
características.
a) 12 compassos
b) IV grau é tocado no quinto compasso
c) Pimeiro grau com sétima menor - I7
d) Turn Arround no fim do chorus
Nota: No campo harmônico maior (visto na aula II) o primeiro grau tem
sétima maior. O primeiro grau com sétima menor é uma caracteristica exclusiva
da sonoridade blues.
Vamos estudar primeiro a harmonia mais tradicional de blues que pode ser
tocada com uma linha muito conhecida de boogie woogie, e pode também ser tocada
com outras linhas improvisadas como um walking bass. Essas linhas podem ser
interpretadas com a colcheia reta ou terminada, lembrando respectivamente Rock
ou Blues (vide aula 3 sobre linhas retas e terminadas)
Veja no esquema abaixo a forma blues com os graus referentes aos
acordes, acompanhados de uma cifra (abaixo) na tonalidade de F maior. A linha
de boogie está escrita na partitura.
Bebop blues
O Bebop é uma vertente de jazz dos anos 40, nesse contexto era muito
comum os músicos saírem de suas big bands e se encontrarem para continuar
tocando após os shows. Esse costume foi chamado de JAM session (Jazz After
Midinight) em que eles tocavam o que realmente queriam e demonstravam toda sua
capacidade de improvisar, geralmente em andamentos rápidos. Vale a pena
conhecer os músicos que se destacaram nesse período: Charlie Parker, Dizzy
Gillespie, Bud Powel.
Em muitas dessas sessões, a forma utilizada era o Blues, em que a
harmonia básica foi expandida com a inserção de acordes e também com substituições.
Exercícios:
Tocar o blues tradicional e ir acrescentando aos poucos mais variações
na linha da baixo, ate chegar no bebop blues. Se você já domina o blues
tradicional, pule o inicio do exercício e já comece adicionando variações ate
chegar no bebop blues.
O video demonstrativo foi dividido em duas partes. Rapido e lento, sendo
que cada uma dessas partes foi dividida em 3 etapas: Boggie woogie, Variaçoes e
bebop blues, conforme o exercício proposto.
Objetivo:
Tocar todos tipos de blues em todos os tons.
Comments
e pra min estudar trombone la o ano que vem...
Muito bom eim...
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