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Entrevista: Emerson Mardhine E-mail
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Escrito por Sandra Vieira   
emerson mardhine Sandra Vieira bateu um super papo com Emerson Mardhine, baixista do grupo Celebrare
ENTREVISTA EMERSON MARDHINE


emerson mardhine Sample Image Como e quando surgiu o seu primeiro contato com o baixo e porque vc escolheu ser baixista?
Emerson Mardhine: Tive contato com instrumentos musicais quando tinha 12 anos e começou com a guitarra (que era moda na época). Meu irmão (2 anos mais velho que eu) estava participando de uma banda no colégio (se intitulando baterista, mesmo sem ter instrumento, nem estudo) e trouxe umas gravações pra casa, o que me incentivou a conhecer mais de perto os instrumentos, pois se ele podia tocar, porque não eu? Finalmente o Natal chegou e ganhei a tal guitarra, mas pra minha decepção, nada fácil de tocar... Insisti um pouco com a vermelha (uma Giannini Sonic), mas a gente não se entendia muito bem e ainda tinha aquela incômoda palheta...

Tudo mudou numa tarde do ano seguinte em que a tal banda do meu irmão (agora com mais integrantes) marcou um ensaio no apartamento de nossa avó, que morava no prédio em frente ao nosso e claro, lá estava eu pra ficar de olho. A banda era composta por ele, na bateria um tecladista e um guitarrista, com seu irmão mais novo no baixo. Todos tinham chegado, menos o tal baixista. Então eles começaram o ensaio assim mesmo, tocando o repertório de rock nacional dos anos 80. Eis que alguns minutos depois chega o baixista. Assim que ele retirou o baixo da capa fiquei extasiado. Era bem maior que a guitarra (um Giannini Stratosonic preto), com menos cordas e mais grossas. Quando ele finalmente “ligou” o baixo e tocou a primeira nota, percebi que tinha descoberto o “meu” instrumento. Foi paixão a primeira vista e ouvida! E adeus as palhetas!

Sample Image Qual foi o seu primeiro baixo?
EM: Meu primeiro baixo foi comprado pelo meu pai (que trabalhava com brinquedos) numa feira, que reunia os fabricantes de instrumentos musicais e brinquedos em São Paulo. Foi a primeira fabricação da marca nacional Izzo e chamava-se ACS. Veio de um contato de meu pai com o dono da fábrica, que o convenceu a levar o único instrumento que estava exposto. Obviamente muito diferente do que eu esperava. A cor era até legal, mas o resto... Eu queria mesmo aquele tal Giannini Stratosonic preto, mas ele nunca veio...
Penei alguns anos com esse “quasinstrumento“, tocando por vezes com apenas 3 cordas (sempre arrebentava a mais fina e cadê o dinheiro pra repor?), até convencer meu pai a comprar algo “de verdade”. Dessa negociação familiar surgiu um Aria Pro II, verde pistache, com ponte e tuners pretos, chave ativa/ passiva, captadores PJ, switch dos captadores e controles de volume, grave e agudo, comprado em suaves prestações. Tirando a questão da cor, era um baixo de verdade!
A partir daí as horas de estudo cresceram exponencialmente, pois pareciam surtir resultado.

Sample Image Qual foi sua trajetória musical até os dias de hoje?
EM: Comecei numa banda formada no colégio (influenciado pela idéia do meu irmão) para tocar no sarau de fim-de-ano. Com essa banda toquei alguns anos em saraus de vários colégios do Rio, batizada de “Energia Cinética” (que coisa linda!). Mas sempre tínhamos o problema com vocalistas e por isso, fomos “ficando” uma banda instrumental. Em alguns ensaios rolava quase um karaokê com a platéia, pois os mesmos eram no playground do prédio do baterista e sempre tinha a participação do pessoal do prédio que dava apoio pra gente. Trocamos então o nome para “Faunos” (outra maravilha!). Depois fui conhecendo outras pessoas, na sua maioria mais velhas que eu, e participando de outros trabalhos, até formar a banda Fantasmas em 90. Éramos 6 integrantes, com duas guitarras, teclado, baixo, bateria e finalmente, uma vocalista. Com essa banda gravei meu primeiro LP, mas como ainda era “menor”, minha mãe teve que assinar o contrato com a gravadora BMG-Ariola pra mim. Tivemos uma música na trilha sonora da novela “Mulheres de Areia” da Globo (regravação de “Ovelha Negra” da Rita Lee) e ganhamos o Prêmio Sharp de Música como Melhor Grupo na categoria Canção Popular. Da produção desse primeiro LP, surgiu a minha primeira oportunidade de gravação como músico profissional, fora de banda, pois o produtor me convidou para gravar o disco do José Augusto, que estava fazendo o maior sucesso com a canção “Aguenta Coração”, como abertura da novela “Barriga de Aluguel” da Globo. Nesse disco que eu gravei, ele emplacou mais uma vez uma abertura de novela com a canção “Sonho Meu” em dueto com a Xuxa, na novela com o mesmo nome. Foi um momento muito marcante pra mim, pois como era muito mais novo que todos que estavam no estúdio, encarei como uma grande oportunidade de crescimento e em aproximadamente 1 mês aprendi muito com cada que estava presente lá. E como teve feras...
Depois integrei outras bandas e acompanhei outros artistas principalmente aqui pelo Rio e Minas Gerais, até ser convidado pela Deborah a participar do Celebrare, mas sem nunca ter deixado de trabalhar em outros projetos, paralelamente.

emerson mardhine
Sample Image Desde quando vc está no Celebrare e como surgiu a banda?
EM: Entrei na banda 6 meses depois do primeiro ensaio. Mesmo assim consideramos que é desde o começo, pois qualquer trabalho precisa de um tempo pra “tomar corpo”, o que acabou acontecendo no fim desse primeiro ano, também com a entrada do Claudio Gurgel na guitarra. Em tudo o que as pessoas conhecem de Celebrare eu estou presente.
A idéia da banda surgiu no reencontro dos amigos de infância Marco Manela e Edu Lissovsky em 1994. Entre montar um estúdio de gravação e uma banda para eventos na colônia judaica, acabaram optando pela banda. A partir de então, fecharam uma formação para o grupo e começaram a recrutar os participantes, no que coube à Deborah Levy a minha indicação.
Sempre me envolvo bastante em tudo o que faço e no Celebrare não foi diferente, pois hoje além de ser o baixista, faço vocal de apoio, tenho pelo menos um solo vocal nos shows, faço a direção artística e a transcrição e adaptação dos arranjos de metais pra banda, além de alguns arranjos novos.

Sample Image Você já pensou em dar aulas ou não?

EM: Ministro, há alguns anos, aulas de baixo em meu home-estúdio.


Sample Image Qual seu set de baixo, amplificador e pedal?
EM: Tenho alguns bons instrumentos em casa, mas no Celebrare uso, principalmente, um ErnieBall MusicMan StingRay 5, preto, 1991, com o qual gravei 6 dos 8 CDs e os 2 DVDs da banda. O “BlackMachine” está comigo há 12 anos sem parar! (antes usava um Yamaha BB5000A, branco). Ele é ligado por cabos Whirlwind (pois ainda não achei um sistema sem-fio que não estragasse o som do baixo) a um multiefeitos Korg AX30B, para alguns efeitos e afinação, terminando num sistema de amplificação da SWR, que uso há 17 anos, composto por cabeçote SM400S e caixa de 4x10 Goliath III.
Para a gravação do “Dance+”, 2º DVD do Celebrare, resolvi tirar mais alguns “meninos” de casa e usei, além do “Black”, um Rickenbacker 4004C Cheyenne (Walnut Oil Finish), 1994 para as músicas mais rock, um Fender American Vintage 75’ Jazz Bass (Natural Maple) para as mais funk e o meu número de solo vocal e um Contrabaixo Acústico Cremona 1990, com captador Underwood, ligado em um SansAmp Bass Driver DI, para o “momento banquinho” (troquei esse contrabaixo por um Blaver montado pelo grande luthier Paulo Gomes em SP). Nos shows de lançamento que temos feito depois da gravação, por serem em lugares mais distantes e nem sempre em palcos tão grandes quanto o do Canecão, onde gravamos o DVD, tenho usado um Ashbory Bass 18” Scale Fretless Eletric Bass, preto para substituir o Acústico.
Cordas D’Addario pra todos os elétricos, Thomastic pro acústico e as de silicone próprias para o Ashbory.
Pra cantar uso Headset e para monitoração sistema in-ear, ambos sem-fio da Shure.
emerson mardhine

Sample Image Qual o momento mais engraçado que você já passou na sua carreira?
EM: No Celebrare a gente se diverte muito nos shows. Particularmente eu me divirto com os erros, pois geram situações muito loucas, totalmente inesperadas. Por tudo o que você possa imaginar eu já passei ou presenciei em apresentações. Desde uma simples nota errada, até tombos homéricos, eletrochoques, cada um começar uma música diferente, tonalidades equivocadas, falta de energia elétrica, de som, de luz, de ar, gente bêbada no palco, erros com os nomes de contratantes, as vezes concorrentes, figurinos inadequados, problemas com volumes, quando os contratantes pedem tanto pra diminuir o som, que só resolve quando paramos de tocar. A lista de situações loucas é enorme.
Porém, há muitos anos, fiz um show de trio numa cidade mineira do interior. Era uma boate e o “proprietário(a)” era uma pessoa bastante afetada. Nós tocávamos numa área aberta e existia uma outra área fechada. Lá pelas tantas da madrugada, com a casa bastante cheia, a banda tocava o terceiro e último set e junto com a nossa música começamos a ouvir um sino batendo alucinadamente e as pessoas gritando, o que nos fez parar imediatamente de tocar. Ficamos totalmente estarrecidos ao perceber que era o próprio “proprietário(a)” a badalar enlouquecidamente o tal sino com um figurino, no mínimo grotesco. Ao ver as nossas caras de espanto a figura virou-se pra gente e disse: “não para, não para, o sino é pra dizer que a noite bombou!”
Quem consegue tocar depois disso?

Sample Image Suas linhas de baixo e seus grooves tem uma influência direta da Disco Music, do Soul e do Funk. Você provavelmente deve ouvir bastante esses estilos.  Quais as bandas nessa pegada que você ouve mais atualmente e a que mais gosta?
EM: Como já ouvi muito esse estilo para a formação do repertório da banda, hoje procuro escutar mais outras referências que possam redimensionar o meu universo sonoro.
Mas das coisas pós Disco-Soul-Funk que mais me impressionaram pela repaginaçnao desses estilos foram Red Hot Chili Peppers e Primus com Flea e Les Claypool nos baixos, respectivamente.

Sample Image O que não pode faltar no camarim?
EM: Água pra hidratar e toalhas pra enxugar.
Como os nossos shows tendem a começar tarde, quando a agenda está recheada, um pouco de energético ajuda a levantar.
E quando só a água não é suficiente pra hidratar, depois do show, um repositor hidroeletrolítico cai bem.

Sample Image Existe algum ritual antes dos shows?
EM: Alongar, desejar a cada companheiro “bom show!” e agradecer a Deus por tudo.

emerson mardhine


Sample Image Shows, tours e gravações são sempre cheias de momentos inesquecíveis e emocionantes. Cite um desses momentos para você durante todos esses anos de carreira?
EM: Já dividimos o palco com grandes artistas nacionais e internacionais, fizemos festas de grandes personalidades, viajamos para vários lugares etc
Mas pra mim, o momento mais emocionante, foi o nosso grande divisor de águas, a abertura dos shows do Barry White, no então Metropolitan, a maior casa de shows da America Latina.
Foram os nosso primeiros shows para o grande público e ele compareceu em massa, mas para prestigiar a grande atração da noite. Ninguém nos conhecia.
A sexta-feira foi o máximo, fizemos uma apresentação bombástica de 35min para uma platéia de aproximadamente cinco mil pessoas sentadas. Foi tão legal, que a direção da casa nos deu 45min e liberação de todo o som e toda a luz do artista principal. Mas quando as cortinas se abriram naquele sábado de setembro de 1995, eu não estava preparado para encarar um público de onze mil pessoas em pé. Só me restou respirar fundo e esperar a contagem pro começo da primeira música.
O show foi um sucesso ainda maior do que o do dia anterior!
A partir desse momento a banda percebeu que poderíamos fazer shows abertos ao grande público e cá estamos nós hoje...

Sample Image Qual é o tipo de som que você curte?
EM: Sou muito eclético em estilos musicais, mas ultimamente ouço mais MPB e Jazz-Funk. E fico sempre de olho nas novidades brasucas.

Sample Image Qual é o seu hobbie?
EM: Puzzles, passear de motocicleta, ler e estudar a língua árabe.

Sample Image Você já estudou ou estuda?? Na sua opinião o que vale mais: técnica ou feeling?
EM: Nunca tive professor de baixo e isso fez muita falta na minha vida, pois descobrir o caminho das pedras sozinho é mais árduo e tende a levar mais tempo, mas também ajuda a desenvolver o “seu” jeito de fazer a coisa.
Então acabei estudando música formalmente muito mais tarde do que gostaria. Fiz cursos de Teoria, Percepção, Harmonia, Improviso, Arranjo para instrumentos e vocal e de Áudio.
Acho que na música, como em qualquer outra coisa da vida, o treino técnico é a base para a sua boa expressão. Mas pra mim, a beleza e a qualidade final de qualquer expressão está mais na escolha do que vai se utilizar do que na quantidade utilizada.

Sample Image Existe algum baixo que vc ainda não tenha, mas que gostaria muito de ter?

EM: Vários, mas como não pretendo ser um colecionador e não gosto de instrumento ocioso em casa, estou feliz com os que tenho. Pretendo brevemente comprar um outro 5 cordas pra descansar o “Black” de vez em quando, nem que seja do mesmo.

Sample Image Qual seu grande ídolo baixista?

EM: Muitos, mas alguns foram pontuais na minha trajetória.
A primeira linha de baixo que toquei foi de “Meu Erro” dos Paralamas do Sucesso, por isso o Bi Ribeiro marcou esse começo. Estudei quase todas as músicas deles, pois meu irmão, que tocava bateria, gostava muito e me pedia pra tirar os baixos pra gente tocar junto. Como tentava tirar quase tudo o que tocava na rádio nos anos 80, todos os outros baixistas do Rock Brasil acabaram me influenciando também.
Depois descobri Steve Harris do Iron Maiden e mergulhei naquelas linhas rápidas de heavy metal.
Geddy Lee mudou o meu conceito sobre tocar rock.
Paul McCartney e Sting sobre simplicidade e bom gosto.
Jaco Pastorius sobre supressão de limites.
Mark King do Level 42 sobre excelentes slaps.
Dentre todos os grandes baixistas que a MPB produziu e continua incessantemente a produzir, Nico Assumpção, Arthur e Luizão Maia e Jamil Joanes foram os que mais me influenciaram.
A lista de baixistas que admiro é muito grande, além disso sou influenciado por praticamente todos os bons músicos, não necessariamente baixistas, com os quais tenho o prazer de tocar ou simplesmente ouvir.

Sample Image Qual das musicas do Celebrare é a sua preferida pra tocar?
EM: É difícil destacar uma música como preferida, pois esse grande repertório da banda é riquíssimo para baixo. Então tenho fases de curtir algumas um pouco mais. Nesse momento, do novo DVD, tenho gostado de “Não Vou Ficar”, pois tem um pequeno especial de baixo e “Dancing Queen”, por ser uma linha que modifiquei, que mescla slap e pizzicato.

Sample Image Conte um pouco pra gente sobre os seus projetos paralelos ao Celebrare.
EM: Junto com o Celebrare sempre vim desenvolvendo trabalhos com alguns outros artistas:
Marianna Leporace (com quem gravei os CDs “Pop Acústico” 1, 2 e 3 e produzi junto com Paulo Brandão o CD “São Bonitas As Canções – As Parcerias Para Teatro de Edu Lobo e Chico Buarque”) estou produzindo junto com Paulo Brandão, tocando baixos e violões e assinando três composições do primeiro CD, com músicas inéditas, da cantora;
Faço a Direção Musical, vocais e toco baixo no trabalho da cantora Anna Luisa, além de ser parceiro da mesma em algumas canções, tanto no primeiro (“Do Zero”), como do segundo CD (“Girando”), recém-lançado;
Participo do trabalho em homenagem aos Carpenters da cantora Sylvia de Galhardo, tocando baixo e fazendo vocais;
Faço parte do Duo instrumental Levy-Levi da tecladista Deborah Levy e do saxofonista Levi Chaves como baixista;
Estou produzindo e tocando nas gravações do primeiro CD da cantora Fabíola Andrade e
Faço parte da banda show e bloco carnavalesco Quizomba com sede no Circo Voador/RJ.
Espero não estar esquecendo de ninguém...

Sample Image O que vc acha do MP3? Ajuda ou atrapalha o artista?
EM: Ajuda, pois nunca se ouviu tanta música como nos dias de hoje, mas atrapalha no momento em que cada um resolve compartilhar com outros o produto final de um artista, sem que esse o tenha permitido, reduzindo os meios pelos quais ele teria para custear essa produção. Mas acredito que cedo ou tarde essa conta fecha.

Sample Image Se vc não fosse baixista você teria escolhido qual outra profissão?

EM: Não me imagino fazendo outra coisa que não seja tocar, mas fiz faculdade de Administração de Empresas na UERJ (não concluída) paralelamente a vida de músico e o comércio sempre foi presente na minha vida, pois minha família é do ramo há algumas gerações.
Mas espero fazer um acordo com o pessoal lá de cima para tocar violoncelo na próxima encarnação...

Sample Image Qual o seu projeto de baixista que ainda não foi realizado?
EM: Na verdade estou começando a vislumbrar a gravação de um primeiro CD solo com minhas composições, porém na sua grande maioria são canções de MPB. Tenho pouco material instrumental e quero explorar mais o lado vocalista do baixista.

Sample Image E pra terminar: Qual é a dica que você dá pra quem está começando a tocar baixo agora?
EM: Se puder, procure um professor. Orientação, o quanto mais cedo, melhor.
Aprenda a linguagem musical, grande parte do material para estudo está escrito.
Quanto mais tempo você dedicar para o instrumento, mais música vai retornar pra você, mas o mais importante é a constância no estudo.
Ouça tudo, tire o máximo de músicas possíveis, mas lembre-se da postura, de descansar a cada 45min de estudo e alongar!
O resto, o seu talento fará por você! Você vai acaba achando a “sua voz” no instrumento.
Keep Grooving e obrigado por ler tudo até aqui!



Sandra Vieira - Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Colaboração
www.baixista.com.br



Importante: O Baixista.com.br é um veículo livre. O conteúdo dessa coluna não reflete obrigatoriamente a opinião do site como um todo. Sendo de total responsabilidade dos respectivos colunistas as opiniões, informações e dicas aqui publicadas.


 

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