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Conversamos com o baixista Nando Mello sobre a produção do novo CD do Hangar
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Entrevista Nando Mello ( Produção do novo CD do Hangar)
Nando como foi a produção desse novo disco? Vocês ficaram quanto tempo trabalhando nele da pré a pós?
Nando Mello – Foi um processo muito rápido , mas com bastante dinâmica, que envolveu muita força de vontade e determinação. Além de ter que resolver a logística para reunir a banda, pois moramos em estados diferentes, tínhamos apenas idéias de algumas partes de composições. Tivemos que nos superar para colocar tudo em prática. A primeira parte da pré aconteceu de 2 a 12 de fevereiro e saímos deste período com 9 músicas praticamente prontas. Nos reunimos novamente na primeira semana de março e completamos o cd com mais algumas músicas e alterações nas primeiras composições. Depois disso o Aquiles já foi gravar as baterias no final de março enquanto todos voltavam para casa para praticar as músicas pois as demais gravações iniciariam no dia 05 de abril.
Quem foi o produtor do disco? E onde ele foi gravado e mixado?
NM: A muito tempo o Fábio Laguna nos falava de um sitio de um amigo na cidade de Tatuí em São Paulo. Quando terminamos nosso último show em dezembro passado conversamos sobre a possibilidade de gravarmos o cd em um local isolado. O sítio “Recanto das Águias” em Tatuí foi uma surpresa para todos nós. Ter a possibilidade de isolar-se com a banda no interior fez com que tivéssemos foco total no trabalho. Obrigado ao Nino e ao pessoal do sítio que nos recebeu muito bem. Foi lá que fizemos toda a pré produção do dia 02 de fevereiro até a última gravação no dia 10 de maio. A produção ficou a cargo do Aquiles Priester que conduziu tudo sempre respeitando a idéia da banda de fazer o melhor possível para a música e para quem fosse ouvi-la no futuro, o que ele conseguiu com toda sabedoria, fez um trabalho excelente. A gravação foi feita pela Unidade Móvel do Estúdio Daufembach. Conhecemos o Adair em Criciúma 2008 em um workshop do Aquiles. Fomos até o seu estúdio conhecer o seu trabalho como guitarrista. Acabamos gravando participações no seu futuro disco e descobrimos o quanto ele é talentoso e profissional no seu trabalho. Foi um achado, pois além de guitarrista é um excelente arranjador e produtor. Ele levou a unidade móvel do seu estúdio para Tatuí e por 45 dias ficou lá conosco gravando guitarras , baixos, vozes e teclados, Antes disso ele e o Aquiles passaram por Florianópolis e na sala do estúdio The Magic Place registraram as baterias. A mixagem e a masterização a como no cd anterior foi feita no estúdio Area51 em Celle na Alemanha por Tommy Newton, o que significa qualidade no resultado final em um nível que faz parte da nossa busca. O resultado ficou fantástico. Ouvir as músicas novas prontas tem sido gratificante. O Aquiles foi acompanhar o trabalho na Alemanha e o próprio Adair Daunfembach também foi até Celle para conhecer os trabalhos feitos pelo Area51.
Com relação a gravação do baixo, como foi o processo e houve algum tipo de preparação especial da sua parte?
NM: Aconteceu em abril a partir do dia 09 até o dia 20 em dias intercalados pois gravávamos sessões e depois passávamos para guitarras , teclados ou vocais. Tive alguns dias após a definição das músicas para praticá-las. Minha maior dificuldade foi o pouco tempo de ambientação com a música. Gosto de sentir a música por um bom tempo para depois amadurecer a linha de baixo. Desta vez isto não foi possível na proporção que gosto. A solução foi pensar na música pelo lado técnico da composição. Muitas idéias acabaram aparecendo na hora da gravação e outras tantas também vieram da própria produção do Aquiles ou sugestões do Adair Daufembach. Levando em consideração os arranjos acho que conseguimos chegar onde queríamos. Priorizamos muito o som e o timbre do baixo junto com a qualidade do sinal, evitando ruídos vindos da própria execução no momento de gravar. Gravar um disco assim é um aprendizado imenso. Você reaprende a tocar o seu instrumento.
Quais instrumentos e equipamentos você usou?
NM: Foram usados dois Power Bass NM signature 5 cordas fabricados pela Ledur Instrumentos Musicais, com captadores Seymour Duncan ASB5, pré e hardware da própria Ledur. As cordas que uso são as D'Addario EXL 220 0.40. Esta combinação de Ledur, D'Addario e Seymour são essenciais para a minha execução. O som sai encorpado e com definição. Usei um amplificador Meteoro B52 Tube Amp de 12 válvulas com uma caixa 410BS também da Meteoro microfonados por um AE3000 da Audio Technica que ia direto para uma Interface Firewire MOTU 896HD. Outro sinal passava por um Universal Audio 610 Classic Tube e depois ia direto para a MOTU. Usei um Zoom B2.1 para Tuner e cabos Planet Waves Circuit Breaker. Também usei um baixolão Takamine para uma música. Mandamos um sinal muito bom para a mixagem na Alemanha, aliás o Adair me falou que o som foi muito elogiado pelo Tommy Newton.
Setup de Gravação de Nando Mello
E como está a vibe da banda com relação ao novo vocal?
NM: Excelente. O Humberto é um cara sensacional. Como vocalista é muito versátil. Pernambucano que mora em Manaus. Acho que ele se adaptou muito bem a nossa “loucura” ou talvez ele seja mais louco do que nós, rs. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a postura dele de sair de Manaus e ir até São Paulo somente para fazer um teste conosco. Isto não tem preço. A outra é que ele é um cara inteligente que sabe que o todo é mais do que uma parte. Existem pessoas que acham que uma parte é mais que o todo e isso não faz parte do nosso horizonte. Ele é um grande vocalista e em pouco tempo estará no lugar que merece , sendo reconhecido pelos fãs do Hangar.
Nando Mello e seu Ledur
Tive acesso a um vídeo de vocês que mostrava algumas cenas da época da gravação, da pra ver que vocês estão super animados com essa nova fase. Vocês vão levar toda essa energia para o palco a partir de quando?
NM: Com toda a certeza. Quando estamos juntos e esta experiencia no sítio em Tatuí provou mais uma vez , a nossa convivência empurra a banda para cima. Somos uma banda onde um mora Manaus, outro em Mococa, outro em São Paulo e dois no Rio Grande do Sul. As pessoas não acreditam quando falamos isto. Tem que ter muita força de vontade pra fazer este trabalho acontecer. Esta luta é que nos mantém e quando finalmente estamos juntos é que vemos o resultado aparecer. Esperamos lançar o cd no mês de setembro, até lá vamos trabalhar em divulgação. Pretendo participar de alguns workshops junto com o Aquiles Priester pela região sul e sudeste até agosto. A partir de setembro o Hangar volta e já estamos agendando shows por todo o Brasil. Aproveitando deixo o contato :
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Tem perspectivas de levar o Hangar para fora do Brasil?
NM: Isto já era para ter acontecido na virada deste ano mas acho que fomos uma das vítimas da tal “crise econômica mundial”. O TROYC foi lançado na Europa e Japão e o novo também será portanto continuamos a trabalhar para que isto aconteça.
Setup para Shows
Além do Hangar voce trabalha com workshops e aulas?
NM: – Sim, atualmente tanto eu quanto o Eduardo Martinez(guitarrista do Hangar) damos aulas no Bateras Beat de Porto Alegre(51 3779-0268). Ano passado participei como convidado de 16 workshops do Aquiles e foi muito gratificante. Para este ano vamos continuar esta parceria e também já tenho alguns convites e sondagens de alguns trabalhos individuais que estão para acontecer em Caruaru e Aracaju no Nordeste.
Fique a vontade para deixar o recado que você quiser para a galera do baixista.com.br
NM: Gostaria de agradecer novamente este espaço muito importante que reúne toda a comunidade de baixistas e deixar o convite para que acompanhem todas as novidades sobre o Hangar e seu próximo disco que está chegando em setembro . Muito obrigado e não esqueçam “Quem acredita sempre alcança”.
Jota -
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