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O baixista do Catedral conta tudo e mais um pouco sobre a sua carreira, projetos, seus baixos e equipamentos. Confira ainda os videos do Julio Cezar tocando seu Signature e muito mais...
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Há muitos anos atráz me deparei com um baixista de um grupo Gospel que me despertou muita curiosidade pela sua musicalidade
e garra que vi num solo de cair o queixo (solo abaixo) tanto no quesito técnica,
como na linda harmonia que ele gerava usando técnicas de tapping
dentre outras.... seu nome é Julio Cezar, baixista do Catedral, hoje
uma banda de Rock/Pop que teve raízes no Gospel...
Solo em VHS
E ai Julio Cezar ...o que mudou desde essa época até hoje na sua
musicalidade.??
Júlio Cesar: Olha só, musicalidade já está dentro de você, com o passar do
tempo vamos tendo mais condições de colocá-las em prática nas músicas.
Vamos falar do seu setup, quais os baixos, amplis e efeitos que você
usa? E por quê?
JC: Atualmente eu estou usando o Ken Smith de 6 cordas, um Musicman de
4, um baixo da danelectro que transformei em piccolo, um Baixo
acústico (O Gigante) e um eletro-acústico (Baixolão) para gravações.
De efeitos eu estou usando um BP200 da Digitech para o de 6, e um RAT
para o piccolo, um multi AX3000B da Korg para o de 4 cordas nos shows
do Catedral. O meu amplificador é um HARTKE 3500 + um gabinete Hartke
4.5XL com 4 alto-falantes de 10. Esse ano fechei uma parceria muito
legal com Mozart Luthier, lá de Brasília e desenvolvemos um baixo que
tem a minha assinatura: É o JC 10, é um baixo de dois braços que uniu
o baixo de 6 cordas com o piccolo de 4 cordas.
Julio e o seu JC 10
Que tipo de regulagem vc gosta nos seus instrumentos, cordas com
baixa ação? Tem algum "macete" especial que te ajuda a ter uma
sonoridade mais legal mais definido?
JC:: Todos os meus baixos eu regulo com as cordas bem baixas, rente ao
braço para isso tenho um cuidado especial com o braço do baixo para
que não empene. Na questão da sonoridade com o tempo você vai
desenvolvendo formas e regiões onde tocar nas cordas dando uma
timbragem diferenciada sem precisar de efeitos, somente os dedos...
Catedral gravando o clipe
Quais as suas maiores influencias? E quais os seus baixistas favoritos?
JC: A minha maior influência foi o Stanley Clarke, mas é claro que
existem outros baixistas que me influenciaram e que eu gosto de
ouvir... No Brasil eu sempre gostei do Nico Assumpção que infelizmente
faleceu, e gosto muito do Arthur Maia também... Lá fora, além do já
citado no início temos: Marcus Miller, Brian Bromberg, Dave Holland,
Ron Carter, Geddy Lee, Jaco Pastorius, e por aí vai eu sempre esqueço
algum nome, mas com certeza todos esses baixistas que curto ouvir me
influenciaram um pouco...
Lembrando da apresentação que vi em VHS existe algum registro em
DVD de apresentações suas e com o catedral. Você gostaria de fazer uma
vídeo aula mostrando suas técnicas e solos?
JC: Bom em DVD eu tenho dois registros, o ?acima do nível do mar? que
é um show ao vivo de comemoração de 15 anos da banda, e um DVD de
clipes com entrevistas e comentários, alguns deles fizeram muito
sucesso na MTV garantindo algumas indicações a alguns prêmios no VMB.
Não gosto muito de vídeo aula, acho que da maneira que são feitas só
formam papagaios de imitação, o musico não consegue ter uma identidade
parece uma cópia do outro, e o que as pessoas têm que aprender é que
cópia (Xérox) nunca é igual ao original, por isso prefiro o caminho
longo, de estudar lendo livros e desenvolvendo a minha forma de
executar, foi assim que eu fiz, hoje eu tenho certeza que quando as
pessoas que entendem um pouco de música me ouvem, sabem quem é que
está tocando, é muito legal quando você está aprendendo e as pessoas
dizem que você está tocando igual a alguém que tem muito, você fica
feliz da vida, aí se passam 10 anos e você está tocando mais parecido
ainda com aquele cara que toca muito, e assim vai você será sempre a
sombra de alguém. O grande lance é a identidade no instrumento que o
livro da e alguns vídeos tem estragado...
Júlio Cezar e seus baixos
Na sua opinião o que é mais importante num baixista à técnica ou o feeling?
JC: As duas coisas têm de andar em conjunto, um baixista com muito
feeling e sem técnica não consegue colocar tudo que ele pensa e sente
no instrumento, e o que tem muita técnica e nenhum feeling, passa a
ser chato porque não tem condições de construir nada interessante...
Sei que você começou muito cedo a estudar música, e passou por
diversos instrumentos, conte pra nós um pouco do seu amor ao
instrumento e o prazer de tocar e compor...
JC: Comecei no piano não lembro bem a idade acho que 7 ou 8 anos,
passei 2 anos estudando e depois comecei a tocar um pouco de violão,
bateria e aos 14 pra 15 anos eu descobri... Quer dizer o contrabaixo
me descobriu, digo isso porque a primeira vez que eu peguei o baixo
parecia que eu já tocava aquele instrumento desde a minha idade do
piano, tanto que depois de três meses tocando eu já estava gravando o
primeiro Disco do Catedral ?Você? com direito a solo em algumas músicas.
Quais cordas você usa?
JC: Ghs extra leve para os baixos de 6 e 4 cordas, D?Addario Helicore
hybrid series para o meu baixo acústico.
Quais os planos futuros do Julio Cezar e Catedral? Existe algum
material gravado do projeto "Zona Sul"?
JC: Estou com um livro de improvisação pronto para sair pela editora
Hsheldon que faz a revista Backstage do Rio, onde eu explico a
concepção de cada solo que eu fiz como foi o que eu usei, escalas,
exercícios etc...
Estou lançando pela editora Gondini de São Paulo mais um livro, só
que de slap, passando alguns segredos e técnicas que pelo menos até
hoje não vi em nenhum método...
O Catedral lança esse do ano o CD ?Enquanto o sol brilhar? que tem a
produção assinada por meu irmão Kim e eu. Acabamos de lançar um
projeto meu e do Kim que se chama ?Janelas da Catedral? onde além de
ter produzido o CD junto com o meu irmão pude tocar todos os
instrumentos...
Engraçado você tocar no nome do Zona Sul, eu andei procurando coisas
antigas aqui em casa e achei uma fita cassete com gravações do Zona
sul, assim que tiver um tempo vou ver se estão em condições de serem
recuperadas...
Estou com o segundo CD instrumental que seria ?O último duo? do meu
projeto com meu irmão Cezar (que faleceu em 2003) pronto, mas
infelizmente no Brasil a situação da música instrumental ainda é muito
complicada, acho que pelo fato de não ter letra fica muito difícil
para alguns entenderem, mas em todo caso se realmente eu não conseguir
uma gravadora devo lançá-lo de forma independente...
Sabemos que o Catedral teve inicio no Gospel e agora partiu pra uma carreira mais Rock/Pop. Chegou a rolar algum tipo de recusa do
"novo" Catedral vindo desse público?
JC: No início sempre é difícil, mas já estamos a quase 7 anos no
mercado popular e hoje é normal tanto para o público novo como para o
antigo, acho que todos já entenderam que a música é o nosso trabalho,
eu continuo protestante só que nossa música extrapolou o mercado
gospel e foi para o popular também!!! Faço música para pessoas não
para segmentos, como segmentos são formados por pessoas faço música
para todo mundo.
Teve alguma situação engraçada que aconteceu com vc durante todos
esses anos de apresentações ao vivo? Afinal acidentes acontecem...rs.
JC: Tiveram muitas situações... Mas me lembro de uma aqui no Rio em
Botafogo, que um fã que estava um pouco bêbado agarrou a perna do Kim
e ele se desequilibrou bateu mim, eu bati no amplificador que foi ao
chão..rs..rs...rs. Parecia aquelas seqüências de dominó... Depois no
camarim a gente ria muito de tudo que tinha acontecido.
Qual o maior e melhor momento do Julio Cezar, aquele que se tornou
memorável pra você?
JC: Não sei precisar quando, mas acho que um momento importante foi a
primeira vez que eu fiquei sozinho no palco solando por mais 5 minutos
e consegui segurar a atenção da galera e fazer o pessoal vibrar, digo
isso porque quem vai em um show de pop/rock não quer ficar vendo um
cara solando contrabaixo sem nenhum acompanhamento... Esse é um
momento bem legal!!!
Você leciona baixo? O que você sente quando vê a molecada aprendendo
musica e se dedicando, montando bandas, fazendo pequenos shows....?
JC: Hoje não, mas já lecionei muito, tive uma escola de música com meu
irmão Cezar que depois de sua morte eu parei. Acho muito legal esse
processo de aprendizagem, até porque acredito que esse é o caminho
certo procurar um curso de musica estudar, se dedicar para que você
possa olhar para traz e ver o caminho que você percorreu... Temos
muitos artistas no Brasil e fora que quando olharem pra traz verão que
ficaram no mesmo lugar a vida inteira...
Alguma dica especial para os iniciantes no instrumento?
JC: Estudem, estudem, estudem e depois estudem mais um pouco... Ouçam
músicas, cuidado com os lixos que também são chamados de música... E
para os baixistas procurem ouvir esses nomes que eu já citei e outros
também para que os seus horizontes se abram para esse instrumento tão
maravilhoso e tão mal utilizado por muitos...
Legal muito obrigado pela atenção. deixe um recado para os fãs do catedral e visitantes do site Baixista.com.br
JC: Bem, achei super legal o espaço, desejo muito sucesso ao site e que
seja um ponto de encontro entre nós baixistas... Fiquem ligados nos
lançamentos do CD novo do Catedral ?Enquanto o Sol Brilhar? , do meu
livro de improvisação e o outro de Slap etc... Para a galera que quiser
saber mais da banda ou do Júlio Cezar aí vai os endereços
www.bandacatedral.com.br ou www.juliocezar.art.br . Também no
www.myspace.com/juliocezarduoproject lá tem vídeos e músicas do Último
Duo (instrumental)...
A galera também pode me achar no Orkut, os profiles são Julio
catedral, Julio catedral01 e Julio catedral02, sempre que eu posso
tento responder as perguntas da galera... Um grande abraço a todos,
muita música boa e Deus no coração de cada um!!! Paz!!!
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Comments
e a banda qui ele toca é melhor ainda
um dia eu certeza qui eu vou tocar contra baixo qui nem ele
vou mim expira nele
ele vai ser minha expiração
vc é fera julio cezar.
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